quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Lapso Temporal


Das armadilhas da memória, nenhuma. 
Entre distancias, 
proximidades deliciosamente inacabadas 
Pautavam a infinita repetição 
Do gosto mais inédito da vida,
Que se materializava, na devida circunstância,
Bela, intensa e infinita.

E por isso,
O medo foi vagarosamente substituído 
Pelos encantos do perigo. 
Naqueles instantes 
De duração acentuada 
Passaram-se bem mais do que minutos... 
Entre gestos, diálogos e fluidos.

Em um cenário de elementos 
Estéticos, clichês e poéticos
Ele era o reflexo dela 
Que refletia ele 
Que contemplava ela 
Que admirava ele...

No labirinto de espelhos 
Feito por suas identidades 
Complexas, curvas e convexas, 
Suas almas pretensiosas, 
Personalidades nada contidas, 
Eram elegantemente afetadas  
Pela reciprocidade de seus afetos.

No entanto, 
Devido um grande lapso temporal, 
Entre os hipnóticos encantamentos
Por motivos de juízos e desvarios,
Entre copos cheios e vazios...
Consolidava-se a necessária raridade 
Daquele delicioso e peculiar acontecimento.

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