terça-feira, 6 de março de 2012

Família


Quando eu era criança, cheia de coleguinhas no pré sempre rolava alguma confusão. Uma menininha da turma brigava com outra, aí, o grupinho se dividia em dois. E as meninas que não tinham nada a ver com a briga, todas se posicionavam, em favor de algum dos lados. Os grupos se tornavam rivais... e chegava um tempo que nem sabíamos mais porque estávamos brigando. Mas isso não importava, o principal era a disputa, aí fazíamos tudo para ver quem se destacava mais nas brincadeiras, quem era mais amada pela professora, e por aí vai. Essa coisa de se ofender com alguém por uma briga que não é nossa, na infância era bem divertido... e as vezes pode ser divertido até hoje em dia... já que a escola nada mais é do que metáfora da vida. Quando algum amigo é veementemente ofendido sentimos suas dores e ficamos no mínimo ressabiados com o ofensor. Na política isso também pode até rolar, de forma elaborada e em outras dimensões, é claro. No geral é preciso tomar posição e mesmo que a briga não seja nossa, defendemos um grupo, um projeto. Mas em casa, quando se tem pais separados e amados por nós na mesma dimensão, não há que se tomar posição. No meu caso a vida já ensinou faz tempo que em matéria de relacionamentos, não há vítimas e vilões. Quando as coisas chegam a um ponto que não deveriam, todos são culpados... porque em qualquer momento de um processo de ofensas, alguém poderia ter tomado uma atitude e apertado o botão desliga... e parado a confusão antes que isso tomasse dimensões insensatas. Por isso, a única coisa que tenho a dizer sobre estas infâncias mau resolvidas dos que aparentemente deveriam ser mais adultos que eu, é que vou seguir amando todos igualmente, mas não tenho nada a ver com isso. Incluam-me fora desta... fora mesmo.

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